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Macaé, Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Fonte: O Debate - História de Macaé - 194 anos

Fonte: O Debate - História de Macaé - 194 anos

Macaé contada pela história

No ano de fundação de Cabo Frio (1615) tem início a conquista dos Goitacás do Norte, com um triste episódio. Os habitantes da nova vila exigem a destruição dos nativos da vizinhança e espalham em seus campos roupas de doentes de varíola, a fim de contaminá-los. A medida desumana não traz qualquer vantagem aos feitores. O índio continua arredio e, nas planícies de Campos, ainda se mostra "intratável". Só com a ameaça de pirataria na região surge o interesse no povoamento de Macaé. Durante o domínio da Espanha sobre Portugal, o então ministro espanhol em Londres, o estadista Gondomar, alertou o governo de Madri quando soube da pretensa invasão de aventureiros ingleses.

Sem recorrer à luta, o hábil diplomata conseguiu fazer com que os ingleses desistissem da investida. Mesmo assim, o governo espanhol tomou providências para defender a terra, ordenando ao governador-geral Gaspar de Souza que estabelecesse de cem a duzentos índios numa aldeia sobre o rio Macaé, defronte à Ilha de Santana, e que fundasse um povoamento semelhante sobre o rio Leripe (hoje Rio das Ostras), onde os inimigos cortavam as madeiras colorantes de Pau-brasil, principal mercadoria contrabandeada.

O filho de Araribóia, Amador Bueno, chefiou o povoado que corresponde hoje à cidade de Macaé. O outro núcleo primitivo se estabeleceu na Freguesia de Neves, onde o missionário Antonio Vaz Ferreira conseguiu catequizar os índios que campeavam às margens dos rios Macaé, Macabu e São Pedro. A colonização oficial, feita pelos jesuítas, só teve início em fins de 1630, quando eles começaram a erguer a Capela de Santana, um engenho e um colégio num lugar posteriormente conhecido como a Fazenda dos Jesuítas de Macaé.

A dominação dos goitacás, e o possível acesso às suas planícies, foram conquistas obtidas pelo trabalho conjunto dos jesuítas João de Almeida, João Lobato e, principalmente, Estevão Gomes, capitão-mor de Cabo Frio. Rico senhor do Rio de Janeiro, Gomes conseguiu apaziguar os selvagens, por ter-lhes prestado ajuda na época da epidemia provocada pelos colonizadores. Em 1695, um dos sucessores dos Sete Capitães, Luis de Barcelos de Machado, construiu a Capela de Nossa Senhora do Desterro, num lugar posteriormente conhecido como Freguesia do Furado e transferido em 1877 para os domínios do distrito de Quissamã.

Apesar de todos esses esforços de colonização, até o fim do Século XVII, Macaé continuou desprotegida. Nas ilhas de Santana instalou-se um centro de piratas franceses que, em 1725, saqueavam todo o litoral. Roubavam embarcações e assaltavam os que traziam gados e mantimentos para a cidade do Rio de Janeiro. Com a expulsão dos jesuítas, em 1795, por ordem do Marquês de Pombal, a localidade recebeu novos imigrantes vindos de Cabo Frio e de Campos para ocupar as terras já apaziguadas.

O povoado progrediu, surgiram novas fazendas e engenhos. O desenvolvimento da região garantiu sua elevação à categoria de vila, com o nome de São João de Macaé, em 29 de julho de 1813. Passagem terrestre obrigatória entre o Rio de Janeiro e Campos, Macaé foi sede do registro criado pelos viscondes de Asseca, com a função de cobrar impostos e fiscalizar tudo o que saía da Paraíba do Sul, mantendo o território sob ferrenha opressão.

Em 15 de abril de 1846, a lei provincial nº 364 eleva a Vila São João de acaé à categoria de cidade. Em 1862 já circulava o primeiro jornal, o "Monitor Macaense". Com o crescimento da produção dos engenhos de açúcar de Campos, o governo imperial se dá conta da necessidade de auxiliar o seu escoamento, pois o porto de São João da Barra já ultrapassara sua capacidade. Inicia-se, então, em 1872, a construção do canal Campos-Macaé, atravessando restingas, num trajeto de 109 quilômetros, utilizando como porto marítimo a enseada de Imbetiba. Nascia um importante porto para a economia fluminense, que seria palco de uma intensa agitação comercial no fim do período imperial.

A criação da via férrea trouxe novo impulso, com as companhias concessionárias das Estradas de Macaé, do Barão de Araruama, do ramal de Quissamã e da Urbana de Macaé. Mais tarde chegaram os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina. Em 1910, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Alfredo Baker, criou a Prefeitura Municipal de Macaé, entregando sua administração ao niteroiense Silva Marques. A população macaense não aceitou a imposição, impedindo a posse e levando o caso à Justiça, que impugnou o prefeito.

Ainda em 1938, a Comarca de Macaé passa a constar de dois termos: Macaé e
Casimiro de Abreu. Vinte anos depois, a Lei 3.386 constitui a Comarca de Macaé de um só termo, o município de Macaé, composto pelos distritos de Macaé, Barra de Macaé, Carapebus, Quissamã, Córrego do Ouro, Cachoeiro de Macaé, Glicério e Sana. Mais tarde seriam incorporados os distritos de Vila Paraíso, Frade, Parque Aeroporto e Imboassica.

As principais lavouras do município são a cana-de-açúcar, laranja, tomate, café, mandioca, banana, feijão, batata-doce, milho, arroz e abacaxi. A pecuária também é bastante desenvolvida. De sua arquitetura colonial, Macaé conserva apenas a Igreja reformada de Santana e o Forte Marechal Hermes, de 1651. A lenda diz que essas duas construções se uniam por um túnel, feito pelos jesuítas, onde eram escondidos tesouros. Hoje, a descoberta de petróleo na plataforma continental trouxe grande impulso à economia local, fazendo de Macaé um dos municípios que mais contribuem para a geração de riquezas para o Estado do Rio de Janeiro.

Origem do Nome

Quanto a origem da palavra, não resta dúvidas de tratar-se de um vocábulo indígena, porém queriam alguns estudiosos que o termo procedesse da corruptelade maca-ê “que entre os nativos significa macaba doce, por extensão coco doce,produzido pela palmeira macabaíba, abundante na região”, outros afirmavam que os índios Goytacás se utilizavam da palavra Macaé, para denominar o rio deste nome, que significaria “Rio dos Bagres”.

Hoje já existe um acordo entre tupinólogos de que o mais provável é que o termo provenha do popular e delicioso “coco de catarro”, ou seja, do fruto da macabaíba, a imponente “Phoenix Dactylifera”, que sobre um campo azul ornamenta a nossa bandeira.

A lendária história de Motta Coqueiro e a maldição de 100 anos de atraso

O mais trágico erro judiciário da História do Brasil, ao contar o drama pessoal de Manoel da Motta Coqueiro, o homem inocente cuja condenação à morte acabou com a pena de morte no Brasil.

No ano de 1852 um crime brutal abala Macabu e revolta as cidades vizinhas. Uma família de oito colonos é assassinada em uma das cinco propriedades de Manoel da Motta Coqueiro e da sua esposa Úrsula das Virgens. Todos os indícios apontam para o fazendeiro; as autoridades policiais locais e seus adversários políticos, imediatamente o acusam do crime.

A imprensa acompanha as investigações com estardalhaço e empresta a Coqueiro um apelido incriminador - a Fera de Macabu. A principal testemunha contra o fazendeiro é a escrava Balbina, a líder espiritual dos escravos na senzala da Fazenda Bananal, sob cujo catre foram encontradas as roupas ensangüentadas dos mortos. Em vez de acusada, Balbina é promovida a principal testemunha de acusação, a despeito de a lei proibir que escravos deponham contra seu senhor.

Vítima de uma conspiração armada por seus adversários, Coqueiro é julgado duas vezes de forma parcial e condenado à morte. Logo a condenação é ratificada pelos tribunais superiores, e D. Pedro II nega-lhe a graça imperial. Pela primeira vez no Brasil um homem rico e com destacada posição social vai subir à forca.

No dia 6 de março de 1855 Coqueiro é enforcado na Praça da Luz, em Macaé. Na véspera do enforcamento recebe em sua cela um padre, a quem confessa sua inocência e revela o nome do verdadeiro mandante do crime de Macabu, que ele conhecia, mas prometera nunca revelar de público.

No patíbulo, Coqueiro jura inocência e roga uma maldição sobre a cidade que o enforcava: viveria cem anos de atraso. A maldição se cumprirá com rigorosa precisão. Numa extraordinária coincidência histórica, no justo momento em que a maldição vencia, em 1955, a recém-fundada Petrobras começava pesquisas que, vinte anos depois, revelariam as maiores reservas brasileiras de petróleo na chamada Bacia de Campos, que fica no mar, bem em frente à Macaé.

Pouco tempo depois do enforcamento descobre-se que o fazendeiro tinha sido a inocente vítima de um terrível erro judiciário. O único crime de Coqueiro fora roubar a mulher de um primo influente e contrariar alguns interesses. Após a acusação, virou alvo de tremenda conspiração política, da qual participaram polícia, justiça, igreja, governo e quem mais pôde se aproveitar da situação. A imprensa estava nesse meio.

Abalado, o imperador D. Pedro II, um humanista em formação, decide que dali em diante ninguém mais será enforcado no Brasil.


História contada pela arquitetura

Trajetória de Macaé pode ser resgatada pelos prédios que ainda resistem ao tempo e ao desenvolvimento

A história muda constantemente, mas vai deixando para trás marcas, seja na cultura, na política, ou mesmo nos prédios que se erguem. De todas as formas de lembrança, as construções arquitetônicas são os que mais carregam influência de uma época através dos tempos, por sua capacidade de permanecer, enfrentando as adversidades por que passam ruas e bairros.
Em Macaé, diversos prédios contam a história da cidade. Nas décadas de 20 30, o Brasil vivia sua ascensão econômica em função da produção do café e da cana-de-açúcar. Nessa época, as cidades ainda estavam se estruturando. Macaé sobrevivia basicamente da agricultura e da pesca. O comércio era pequeno e restrito, voltado para o mercado de malhas. Os bairros mais distantes, como Barra, Novos Cavaleiros, São Marcos, entre outros, ainda não existiam.

Durante o apogeu da cana-de-açúcar, os grandes senhores de engenho começaram a construir seus casarios, baseados em modelos europeus e com muito luxo. Construído por dezesseis escravos na época do império em 1865, no auge da cultura açucareira do município, o Palácio dos Urubus, localizado na Rua Télio Barreto surgiu. Conhecido na época como Sobrado dos Ribeiros de Castro, o prédio foi habitado pela Viscondessa de Muriahé. Em 1894 foi vendido a Emílio Francisco Caldas, conhecido como Chico Major, que veio a falecer em pouco tempo.

O prédio ficou para o governo, que acabou leiloando a casa, tendo sido habitado por diversas famílias, se transformando em cortiço, e perdendo suas características de luxo e beleza.
O prédio, onde atualmente está a Câmara, funcionava o Poder Executivo, e em sua volta se concentravam lugares badalados, como o Cine Tabuada, Café Belas Artes, Café Glória, Fábrica Lins, Clube Ipiranga e o Bar Imperatriz.

O Solar Monte Elísio nasceu logo após a independência do Brasil.Ele acompanhou o período republicano e todas as transformações que o Centro da cidade sofreu, desde quando o executivo e o legislativo se instalaram na atual Câmara, as grandes fazendas passaram a dar espaço para o crescimento da cidade, até a chegada da indústria do petróleo, que se transformou no carro chefe da economia do município. Diz a história que grandes nomes, como D. Pedro II, Duque de Caxias e Princesa Isabel passaram pelo casarão. A construção demorou 14 anos para ser finalizada.

O prédio, que abriga o cinema que marcou a história da cidade, apesar de um pouco escondido e sem o mesmo brilho que tinha, ainda está de pé. Sua arquitetura é predominantemente neoclássica, com muitas colunas que caracterizam o estilo, porém mistura o romantismo com seus camarotes luxuosos para a época. O cinema tinha capacidade para mil pessoas e estava sempre lotado, principalmente durante os finais de semana. Os filmes chegavam com atraso. As vezes até um ano depois de ter sido sucesso no Rio. Apesar disso a programação era bem variada.

A construção que hoje abriga o Zé Mengão já foi palco de acalouradas discussões políticas. No local, funcionava o Café Glória. O Clube Ipiranga, conhecido como Abaeté na década de 40 ,quando foi fundado pelo fazendeiro Manequinho Paes, depois de um desentendimento que teve com o presidente do Tênis clube.Ali apresentaram-se cantores famosos como Ivan Lins e Roberto Carlos, além de concursos para escolhas de Miss Macaé. Anos depois, o radialista Dantas, ajudado pela Carminha, instalou no Ypiranga a rádio ZYP-21- Rádio Princesa do Atlântico. Centenas de pessoas se concentravam no local para assistir a transmissão.

O Bar Imperatriz permanece igual, só que no local hoje está instalada uma igreja. Localizado em frente ao Mercado do Peixe, era conhecido como o bar que não tinha porta porque ficava 24 horas aberto. O local reunia os poetas, estudantes, intelectuais, artistas que viveram na década de 60. O local concentrava um grande movimento, já que era o ponto final dos ônibus que seguiampara Campos.

É com a crise do café e a quebra da bolsa de Nova York, em 1929, que a economia em Macaé começa a mudar. Por volta de 32, a crise que atingiu todo o mundo, também chegou à cidade. Com a instalação da Petrobras no final da década de 70, começa uma nova fase para a cidade. Quando a população começa a crescer, uma fábrica de bebidas no Centro da cidade começa a representar um perigo para a população. A Famosa Fábrica Lince, fabricante do Moranguito, muda então de lugar. Apesar disso, o prédio continua inteiro e preservado.

Imbetiba recebe Petrobras

Com a chegada da Petrobras, o bairro de Imbetiba começa a sofrer uma forte transformação. O local que na década de 70 concentrava a juventude,com bares e restaurantes por toda a região, onde os jovens saiam para paquerar e as crianças se divertiam na praia, começa a virar local de prostituição, que migrou do Centro.
As famílias então passam a proibir seus filhos de freqüentarem a região. Os bares começaram a fechar, chegaram as drogas e o bairro começou a entrar em decadência e concentrar os marinheiros em busca de 'diversão'. Hoje, Imbetiba tornou-se um bairro residencial e comercial, para atender aos funcionários da Petrobras.


Nomes de bairros e ruas de Macaé têm origens curiosas

Tudo o que o ser humano nomeia é feito de acordo com alguma lógica, algum significado, é assim com os nomes das pessoas e para isso, existem cadernos com vários nomes e seus significados. Muitos nomes porém, surgem através de um acontecimento, ou para homenagear alguém importante, e dessa forma, eternizando aquela pessoa.

Foi o mesmo que aconteceu com muitos nomes de ruas e bairros da cidade. Todos oriundos que alguma história, alguma curiosidade ou costume da época. E é também através desses nomes que a história de Macaé continua viva por séculos.

Uma terra boa com uma rica história de agricultura. Um lugar onde vários tipos de vegetação cresce e toma espaço, como o bairro Cajueiros, que antigamente era um local com inúmeros pés de cajú, e eram tantos, que se tornou o nome do bairro.

No bairro Aroeira foi onde começaram os primeiros sinais de civilização jesuíta. Depois da linha de férrea onde é o CIEP hoje, tinha uma enorme e antiga aroeira, que acabou virando referência, se tornando o nome do bairro somente na década de 60.

O Centro surgiu das terras doadas pelos irmãos Ferreira Rebelo, quando a cidade foi emancipada, em 1813. Essa família exerceu os primeiros cargos de autoridade em Macaé, como vereadores e juízes.

Os primeiros nomes das ruas do Centro foram: rua Direita, que passou a se chamar Rui Barbosa; a rua Formosa é a atual Teixeira de Gouveia; a rua Conde de Araruama era chamada no início de Rua da Imperatriz e a rua Marechal Deodoro era Rua do Imperador.
Essas alterações foram feitas quando foi estabelecida a República, então para que não restasse nada que lembrasse a época imperial, os nomes foram trocados para nomes republicanos.

A praça Washington Luis teve a priore vários nomes, chegando até mesmo a ter apelido adotado pelos populares, mas depois de tantos nomes foi então feita uma homenagem a Washington Luis, que foi o último presidente da República Velha, nasceu em Macaé em uma casa que ficava próximo a essa praça.

O nome Imbetiba vem do Tupi que significa praia alta ou lugar de muito cipó ou imbé, porém o nome mais aceito pelos tupinólogos é praia alta. Na Imbetiba muitas pessoas costumavam ir para tomar banhos terapêuticos e a própria Viscondessa de Araújo, também mantinha uma casa de banho na Imbetiba para essa finalidade.

Alguns tentaram apagar algumas histórias através da mudança dos nomes, como por exemplo, durante a república, no entanto, elas ainda hoje não puderam ser apagadas e ressurgem a cada dia na memória de muitas pessoas, nas conversas diárias de anciãos que acompanharam muitos fatos marcantes e jovens curiosos, que querem conhecer sobre a sua cidade. No aniversário de Macaé, essas histórias voltam e são passadas de pai para filho, de avô para neto, e assim, mantendo o círculo da perpetuação.


Origem da história político-administrativa de Macaé

No processo de formação da autonomia do poder local macaense, a instituição da Câmara teve início ainda no período colonial, com base em uma política de incentivo à instalação de núcleos urbanos, para desenvolvimento do comércio interno e das atividades agro-exportadoras.

Durante quase todo período colonial, Macaé se constitui como um arraial ligado à villa de Campos dos Goytacazes e à cidade de Cabo Frio. Em 1813, através do Alvará de 29 de julho, passa dessa condição para a de Villa de São João de Macaé e à categoria de cidade em 1846.

Em Macaé, a Prefeitura foi criada por um ato do governador, o macaense Alfredo Augusto Guimarães Backer, em 1910, entregando sua administração ao niteroiense Silva Marques. A população macaense não aceitou a imposição, impedindo a posse e levando o caso à Justiça, que impugnou o prefeito. A instalação definitiva da Prefeitura, portanto, só acontece em 1913. No mesmo ano, João Francisco Moreira Neto foi escolhido para representar o executivo municipal, permanecendo até 1915.

Até o final de 1907, o maior chefe político da cidade era o presidente da Câmara. Ele exercia um papel político fundamental dentro do Município. Eram os vereadores quem elegiam o prefeito (intendentes) da cidade. Os parlamentares tinham o dever de legislar enquanto o prefeito tinha a obrigação de executar as decisões adotadas pela Câmara. O eleitor escolhia os vereadores e eles, entre si, escolhiam o prefeito e vice-prefeito. O prefeito tinha mandato de um ano. Portanto, a eleição do executivo era indireta, enquanto as dos vereadores era uma eleição direta.

Tal sistema permanece até 1930, quando, com a Revolução de 1930 e o início da Era Vargas, cria-se a figura do prefeito e institui-se a prefeitura, à qual, como acontecia anteriormente com a intendência municipal, continuam a ser atribuídas as funções executivas do município.

O prefeito passou a ser eleito diretamente pelo povo para mandatos de quatro anos. Os vereadores também passaram a ter mandatos de quatro anos. Com o golpe militar de 31/3/1964, os vereadores perderam praticamente todas as prerrogativas políticas, ficando apenas com o papel de fiscalizador dos atos do Poder Executivo e com a função de elaborar leis que não alterem o orçamento financeiro do Município e de analisar e votar os projetos de lei elaborados pelo Executivo.

A sucessão do executivo municipal ficou da seguinte forma: João Francisco Moreira Neto (1913 a 1915); José de Oliveira Lobo Vianna Júnior, que permaneceu até 1923. E a lista continuou: Jayme Afonso (1923); Jayme Memória (1923 a 1924); Sizenando Fernandes de Souza (1924 a 1927) e (1929 a 1930); Francisco de Miranda Sobrinho (1927 a 1929); Bento Costa Júnior (1930); Floriano Castilho Saddock de Sá (1932 a 1935); Durval Coutinho Lobo (1935); Ivair Nogueira Igagiba (1935 a 1936) e (1936 a 1937); Raul Garnier da Silva (1936); Juvenal Barreto Junior (1937); Télio Barreto (1937 a 1944); Ferry Jaccoud D'Azeredo (1944); Oyama Muniz (1944 a 1945); Álvaro Teixeira da Assunção (1945 a 1946) e (1946 a 1947); Elias Agostinho (1946) e (1951 a 1955); Jorge Costa (1946); Ronald de Souza 1947); João Alves Pedro Sobrinho (1947); Milne Evaristo da Silva Ribeiro(1947 a 1951); Antonio Curvello Benjamin (1955 a 1959), (1963 a 1966) e (1971 a 1973); Eduardo Serrano (1959 a 1960) e (1960); Antonio Otto de Souza (1960); Gerson Maciel Miranda (1961 a 1962) e (1962 a 1963); Iltamir Honório Abreu (1962); Aristeu Ferreira da Silva (1966 a 1967); Cláudio Moacyr de Azevedo (1967 a 1970); Romeu Pereira (1970 a 1971); Carlos Emir Mussi (1977 a 1982) e (1993 a 1996); Nacif Salim Selen (1982 a 1983); Sylvio Lopes Teixeira (1988 a 1992), (1997 a 2000) e (2001 a 2004). Atualmente, a cidade é administrada por Riverton Mussi Ramos, sendo o presidente da Câmara de vereadores o médico Alexandre Cardoso.

Fonte: Jornal O Debate
Data: 30/07/2007



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